Associação da Turma Ricardo de Moraes

PROGRAMAÇÃO

Índice

Confraternização de Final de Ano

13/dez/2008

Mensagem de Ano Novo

31/dez/2008

Almoço no Clube Naval

03/fev/2009

Almoço no Clube Naval

03/mar/2009

Coquetel no NV CISNE BRANCO

07/mar/2009

Almoço no Clube Naval

07/abr/2009

Almoço no Clube Naval

05/mai/2009

Almoço no Clube Naval

02/jun/2009

Almoço no Clube Naval

07/jul/2009

Assembléia Geral Ordinária

04/ago/2009

Confraternização no Centro General Ayrosa

21 a 23/ago/2009

Almoço no Clube Naval

01/set/2009

Almoço no Clube Naval

06/out/2009

Churrasco no Departamento Náutico CHARITAS

11/out/2009

Almoço no Clube Naval

03/nov/2009

Almoço na Praça d'Armas NAe São Paulo

02/dez/2009

Confraternização de Fim de Ano

05/dez/2009

Festa Junina 2010

11-13/jun/2010

JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO DE FINAL DE ANO

Eu tinha duas opções para rever amigos e companheiros de tanto tempo. Como fui "rep" no Colégio Naval, faço parte das turmas Grenfell, a de entrada na Marinha, e Barão de Teffé, na qual permaneci a partir de 1965.

Escolhi a segunda alternativa, uma vez que já havia estado com o pessoal da Grenfell em março, na comemoração dos nossos 45 anos de ingresso no CN.

Denise e eu estávamos animados para o reencontro com pessoas que foram muito importantes ao longo de nossas vidas - alguns mais próximos, seguramente porque trilhamos caminhos parecidos; outros, nem tanto, porque a vida nos conduziu a rumos distintos. Mas todos sempre lembrados ao folhearmos álbuns de fotos antigas, e em encontros no Clube Naval e nos chopes das primeiras quintas-feiras de cada mês.

Apesar de animados, estávamos também apreensivos: "Será que estamos muito velhos? Como estará todo mundo?" Afinal, fazia tempo que não marcávamos presença em um jantar da ATRM.

Que nada! Ao chegarmos ao belíssimo local da festa, o Salão Histórico do 1º Distrito Naval, constatamos que TODOS NÓS continuamos ótimos, como há quarenta e tantos anos. Claro que algumas barrigas cresceram um pouco (algumas sempre estiveram lá e não fazia diferença nenhuma); é óbvio que cabelos embranqueceram, embora duas ou três cabeças relutem em aceitar essa verdade e se camuflem com loções capilares ou tonalizantes; e é notável que rugas insistam em dar ar de mais sabedoria à quase totalidade dos jovens das décadas de 60 e 70. As barrigas crescidas, os cabelos brancos e as rugas, no entanto, são sinônimos de que o tempo só passou fisicamente, pois a alegria reinante ainda era a mesma das festas de aspirantes e de tenentes; o papo, descontraído e cheio de lorotas, como nas praças d'armas de antigamente. Alguns assuntos mudaram um pouco, pois agora também falamos dos netos, além das histórias dos filhos e das acaloradas disputas futebolísticas. E o que dizer das meninas, das gatas de nossa juventude? Continuam maravilhosas, continuam gatas - um pouco maduras - e continuam nossas.

Comprovação disso eram os rostos colados na hora da dança e os olhares cúmplices trocados pelos casais, indicando que ainda existe algum tesão no ar. Curiosamente, muitas delas agora são louras, em diferentes matizes, ratificando a máxima de que mulheres não envelhecem, "enlourecem".

O tempo passou rápido e as doses de uísque também. Nem sei mais quantas foram, mas foram muitas. Por isso, não achei tão longo o discurso do nosso prolixo presidente, apenas finalizado pelo insistente badalar do sino, para dar chance ao amigo renascido qual a Fênix, que, felizmente, sobreviveu às mazelas de um dos muitos tiroteios da cidade maravilhosa. Que bom que, para nós, tudo não passou de um susto! Para ele, além das dores, ficou o aprendizado de ver a vida com mais serenidade. E é com serenidade que dou um pito nos faltosos: vocês fizeram falta; teria sido ótimo o comparecimento maciço... a ATRM em peso. Tá legal: alguns não podiam, por diferentes motivos - eventuais doenças, viagens e outras coisinhas. Mas sinto tristeza em pensar que podem ter ficado em casa simplesmente para não perder a novela das nove.

O tempo passa e com ele caminhamos todos juntos, sem parar, como diz a letra da música que dançamos em grupo ao final do fantástico evento daquela noite de sábado. A vida é curta e, agora, vai ficando mais curta ainda, em razão da nossa faixa etária. Atenção, rapaziada: não é mais tempo de se isolar, pois a "dama de preto" está na espreita! A hora é de ser feliz, de curtir a emoção de cada momento, de rever os amigos, de estarmos todos juntos outra vez, como nas formaturas, aulas e atividades esportivas dos tempos de alunos e aspirantes. É hora de olhar o passado com alegria por tudo o que recebemos de bom da vida e dos companheiros.

Tomara que no ano que vem vocês compareçam, para comemorarmos juntos os quarenta anos de formatura. A festa será de gala, como promete a diretoria, apoiada pelos almirantes da turma que chegaram lá em cima, para orgulho de todos nós. Será ocasião de imensa alegria, maior ainda da que vivemos este ano. E, tenho certeza, estaremos, de novo, todos juntos, fisicamente e na lembrança daqueles que já se foram.

O uísque rolará, os casais dançarão de rostos colados e nos sentiremos GMs outra vez, como no inesquecível baile da espada. Vamos embarcar nesse navio, como bons e velhos marujos!

Pouco antes das despedidas, alguém falou comigo para escrever alguma coisa sobre a festa. Juro que não sei quem foi, pois o alto nível etílico impedia qualquer identificação. Só hoje me lembrei que prometi.

Na saída, ainda com pena de a festa ter terminado, esqueci o guarda-chuva novinho na chapelaria. Coisa de velho - e velho de porre! De porre, mas feliz, porque a vida me deu a alegria de poder estar outra vez com todos vocês.

Ano que vem tem mais! E não levarei guarda-chuva!
Obrigado, amigos. Até breve.
Edison jaquetão. Brasília, DF, 8 de dezembro de 2009.

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